Matheus Cunha vive momento mágico na Copa do Mundo, marcando dois gols em sua primeira partida como titular e celebrando a realização de um sonho. O atacante do Manchester United, que havia ficado de fora da lista para o último mundial, agora se destaca no torneio, mostrando a importância da perseverança e do trabalho em equipe.
Há quatro anos, Matheus Cunha sentiu o amargo gosto de não ser convocado para a Copa do Mundo. Agora, em 2026, o atacante vive um capítulo completamente diferente. Logo em sua primeira oportunidade como titular em um Mundial, ele foi o grande nome da vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, marcando dois gols e sendo fundamental para a liderança do Grupo C.
A emoção de estar no torneio e poder contribuir ativamente é palpável. “Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou Matheus Cunha em entrevista coletiva após o jogo.
A atuação do jogador, que veste a camisa 9, tradicionalmente associada a grandes artilheiros, chama atenção. Embora não seja um centroavante clássico, Matheus Cunha demonstrou sua versatilidade e inteligência tática, abrindo espaços e contribuindo para o jogo coletivo. Sua escalação como titular, em substituição a Igor Thiago, um centroavante mais fixo, evidenciou a estratégia da comissão técnica.
Um grupo unido, mesmo na competição
O ambiente dentro da Seleção Brasileira é um dos pontos altos, segundo o próprio atacante. Ele ressalta a força do grupo, que se considera “um grupo de amigos”. Essa união, segundo Cunha, é crucial para lidar com a alta competitividade interna e para o sucesso da equipe.
“É um grupo de amigos mesmo. E é duro ser amigo em meio a uma competitividade tão grande. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna mais fácil absorver tudo da forma mais positiva”, comentou o jogador do Manchester United.
Ele acredita que essa dinâmica quebra paradigmas e promove o crescimento conjunto dos atletas. “Sem dúvidas, é legal ser da forma que é. Quebra paradigmas e crescemos juntos”, finalizou.
Próximo desafio e análise do desempenho
O Brasil agora se prepara para enfrentar a Escócia na próxima quinta-feira (24), em Miami. Líder do Grupo C com quatro pontos, a Seleção pode garantir a classificação para a próxima fase com um empate.
Apesar da vitória convincente, Matheus Cunha reconhece que a equipe tem aspectos a melhorar. “Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos. Temos calma e paciência. Saber sofrer no jogo é muito importante”, analisou o atacante.
Ele também comentou sobre a dificuldade dos adversários, citando os resultados apertados de Haiti contra a Escócia e da Escócia contra Marrocos. “O Haiti quase empatou com a Escócia e hoje foi um jogo difícil da Escócia contra Marrocos. Não é muito matemático”, pontuou.
Futuro como titular ainda é incerto
Apesar da excelente performance e dos dois gols, a titularidade de Matheus Cunha no próximo jogo não está garantida. O técnico Carlo Ancelotti indicou que a escolha para enfrentar o Haiti foi específica para aquele confronto.
“Acho que, para esse jogo contra o Haiti, a posição do Matheus era boa para criar problemas na defesa. Pode ser uma opção para encarar a Escócia. Não quero uma identidade clara na forma de atuar. Pode ser que no próximo jogo possamos mudar”, resumiu o comandante, demonstrando a flexibilidade tática da equipe.


