O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras.
O torcedor que deseja completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 precisará desembolsar uma quantia considerável. Com 48 seleções participantes, o número total de figurinhas saltou para mais de 980, a maior coleção já lançada pela editora Panini. Este aumento representa mais páginas, mais figurinhas e, consequentemente, um gasto significativamente maior.
Para quem não gosta de trocar figurinhas e busca completar o álbum apenas comprando os pacotes, o custo no Brasil pode ultrapassar os R$ 7,3 mil. Cada pacote, contendo sete figurinhas, custa R$ 7. Em um cenário hipotético, sem figurinhas repetidas, o gasto seria de R$ 1.004,90, somando o custo de 140 pacotes (R$ 980) ao valor do álbum brochura padrão (R$ 24,90).
No entanto, existe um caminho mais econômico: a troca de figurinhas. Ao se juntar a outros colecionadores, amigos ou frequentar locais específicos para essa finalidade, o formato “um por um” pode reduzir o custo em até 80%, variando entre R$ 1.200 e R$ 1.700. Conforme informações divulgadas na reportagem, essa prática tem transformado os pontos de troca em verdadeiros centros de negociação, atraindo pessoas dispostas a pagar valores altos por itens raros.
Figurinhas Raras: A Busca por Lendas e sua Valorização
Além das 980 figurinhas da coleção principal, o álbum de 2026 apresenta 68 figurinhas especiais, que integram a série Legends. Estas versões de craques do futebol mundial possuem diferentes níveis de raridade: bordeaux, bronze, prata e dourada. A figurinha dourada é a mais rara, com uma em cada 1.900 pacotes, segundo a Panini.
Destaques como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Kylian Mbappé, Lamine Yamal e Vinícius Júnior em suas versões douradas já alcançam valores superiores a R$ 500 em plataformas de compra e venda. Essa busca acirrada por itens exclusivos intensifica a dinâmica nos pontos de troca.
Descompasso entre Álbum e Convocação: Um Retrato do Passado
Uma curiosidade desta edição é a diferença entre os jogadores retratados no álbum e as convocações oficiais. O álbum foi lançado em maio, mas sua produção iniciou meses antes da definição final das listas de convocados. Jogadores como Rodrygo, Éder Militão e Estevão aparecem no álbum mesmo estando fora da lista de Carlo Ancelotti por lesão.
O caso mais notório de ausência é o de Neymar Júnior, que não figurou na primeira versão da coleção. Estudantes de engenharia entrevistados comentam que, enquanto a ausência de Neymar pode ser compreensível pela incerteza de sua convocação, a inclusão de jogadores já fora do torneio por lesão demonstra como o álbum reflete um momento anterior à competição.
Colecionar como Experiência e Memória Afetiva
Para alguns, como o engenheiro Lucas Antonio Pinheiro, o álbum da Copa é mais do que um gasto, é uma experiência e um investimento emocional. Ele e sua noiva, Paula, estão colecionando juntos, encarando o processo como uma forma de construir memórias. Até o momento, já gastaram cerca de R$ 800 para completar 50% do álbum.
Pinheiro destaca o ambiente criado nas trocas de figurinhas, onde diferentes gerações se reúnem em torno da paixão pelo futebol. Ele vê a coleção como uma oportunidade de compartilhar momentos especiais com sua futura esposa, especialmente por ser a primeira Copa do Mundo que colecionam juntos, algo que, segundo ele, ficará marcado na memória. A torcida pelo hexa, é claro, segue firme.


