Hino Nacional Brasileiro é coroado o mais belo entre as nações da Copa do Mundo de 2026 pelo The New York Times
O Hino Nacional Brasileiro conquistou um título inédito e emocionante: foi eleito o mais bonito entre os hinos dos 48 países que participarão da Copa do Mundo de 2026. A honraria foi concedida pelo renomado jornal The New York Times, em uma matéria assinada pelo jornalista Tim Spiers, que combinou crítica musical com um toque de bom humor.
A publicação americana fez questão de ressaltar a grandiosidade da nossa canção cívica, dedicando elogios especiais à sua “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”. A análise do jornal vai além da melodia, explorando a energia e a paixão que o hino desperta.
“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido na maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o The New York Times, reforçando o impacto sonoro e emocional da música brasileira.
Um toque de humor sobre a paixão nacional
Em meio aos elogios, o texto do jornal americano não deixou de lado um divertido contraponto com a história recente do Brasil em Copas. A matéria relembra a icônica execução do Hino Nacional na Copa de 2014, quando a torcida e os jogadores cantaram com fervor. No entanto, o momento, que deveria ser de união e força, ganhou contornos dramáticos após a fatídica derrota por 7 a 1 para a Alemanha, um evento que marcou a imprensa esportiva brasileira.
“Para a partida contra Marrocos, não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”, brincou o jornal, com um olhar leve sobre a intensidade das emoções brasileiras em momentos decisivos do futebol.
Inglaterra na lanterna e os cinco primeiros colocados
Curiosamente, o jornal The New York Times posicionou o hino da Inglaterra, “Deus Salve o Rei”, como o último colocado em seu ranking. A escolha gerou surpresa, especialmente considerando que a editoria de esportes do jornal, The Athletic, está sediada na Inglaterra. O jornal justificou a posição com uma crítica direta: “É terrível. A música se arrasta impiedosamente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”.
O ranking dos cinco hinos mais belos, segundo o The New York Times, é composto por: Brasil, França, Colômbia, Portugal e Escócia. Essa lista celebra a diversidade musical e a força cultural dos países que se preparam para o maior evento de futebol do planeta.
A história por trás da melodia brasileira
O Hino Nacional Brasileiro, com sua melodia envolvente, foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra. A letra que conhecemos hoje, escrita por Osório Duque Estrada, foi oficializada apenas em 6 de setembro de 1922. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil explica que, após a Proclamação da República, houve um concurso para substituir o hino, mas a forte ligação popular com a melodia original impediu a mudança, garantindo sua permanência como símbolo nacional.


