Tarsila do Amaral e a “Volta ao Clássico” encantam em nova exposição gratuita em Campos do Jordão
O Palácio Boa Vista, em Campos do Jordão, abre suas portas para uma jornada artística imperdível. A partir desta sexta-feira, 26 de junho, o público poderá apreciar a exposição “Tarsila do Amaral e a ‘Volta ao Clássico'”. A mostra reúne um acervo valioso de 16 obras da renomada artista brasileira, cedidas pelo Acervo dos Palácios, reafirmando o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com a preservação e difusão da cultura.
Esta iniciativa oferece uma oportunidade única de mergulhar em diferentes fases da trajetória de Tarsila do Amaral, uma das figuras centrais da arte moderna no Brasil. As peças, que já encantaram visitantes no Palácio dos Bandeirantes, exploram desde seus estudos acadêmicos até suas incursões pelo fauvismo, cubismo, surrealismo e sua importante fase social, demonstrando a versatilidade e profundidade de seu trabalho.
A exposição, com curadoria de Renata Rocco e Raquel Ruiz, é inspirada na crônica homônima de Tarsila, publicada em 1939. O objetivo é promover uma reflexão sobre a conexão entre a tradição e a modernidade na arte. Ao apresentar obras produzidas nas décadas de 1930 e 1940, a mostra destaca como Tarsila, junto a outros grandes nomes como Anita Malfatti e Candido Portinari, revisitou os princípios da arte clássica sob uma ótica contemporânea. Conforme informação divulgada pelo Governo do Estado de São Paulo, a exposição permanecerá em cartaz até 30 de setembro, com entrada gratuita.
Diálogo entre Tradição e Modernidade na Arte Brasileira
A curadora Renata Rocco expressa grande satisfação com a realização da mostra: “Estamos muito felizes com o retorno das obras de Tarsila ao Palácio Boa Vista, em uma nova proposta curatorial que aproxima o público das diferentes fases de sua produção e também de sua atuação como cronista, revelando uma artista que, além de pintar, refletia profundamente sobre a arte”, destaca.
A exposição “Tarsila do Amaral e a ‘Volta ao Clássico'” não se limita apenas ao legado da artista. Ela também apresenta trabalhos de importantes artistas com formação acadêmica, como Antonio Rocco, Décio Villares, Eliseu Visconti e Bertha Worms, todos pertencentes ao Acervo dos Palácios. Essa seleção visa evidenciar como a base acadêmica foi fundamental para o desenvolvimento da arte moderna no Brasil, estabelecendo um diálogo enriquecedor entre gerações e linguagens artísticas.
A Influência dos Mestres na Formação de Tarsila
A curadora Raquel Ruiz ressalta a importância de contextualizar a obra de Tarsila: “Mais do que apresentar a produção de Tarsila, a mostra evidencia a importância dos artistas acadêmicos que influenciaram sua formação e contribuíram para a construção da arte brasileira”, explica.
Um exemplo notável é Bertha Worms, cuja obra “Carta do Netinho” está exposta. Bertha Worms foi professora na Académie Julian, em Paris, onde Tarsila estudou em 1921 e produziu os “Estudos de Nu”, também presentes na exposição. Essa conexão sublinha a rede de influências e aprendizados que moldaram a visão artística de Tarsila do Amaral.
Democratização do Acesso à Cultura
A iniciativa faz parte de um esforço contínuo do Governo de São Paulo para democratizar o acesso à cultura. Ao disponibilizar exposições de tamanha relevância, o estado amplia o contato da população com o patrimônio público estadual, composto por obras de significativo valor histórico e artístico.
A exposição “Tarsila do Amaral e a ‘Volta ao Clássico'” estará aberta ao público de 26 de junho a 30 de setembro de 2026, no Palácio Boa Vista, localizado na Avenida Adhemar de Barros, 3.001, em Campos do Jordão. A entrada é gratuita, e mais informações podem ser encontradas em www.acervo.sp.gov.br.


