Surpresas na Seleção Brasileira: Jogadores com Pouca Rodagem Têm Chance de Brilhar na Copa do Mundo
Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que, conforme informação divulgada pela fonte, oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro deles estrearam somente em 2026.
Essa situação se assemelha a momentos importantes do futebol brasileiro, onde a confiança em jogadores com menos bagagem se mostrou acertada. A capacidade de adaptação e o desempenho em momentos decisivos podem superar a quantidade de jogos acumulados em um ciclo.
A história das Copas nos ensina que o talento e a vontade de vestir a camisa amarelinha podem superar a falta de experiência. Acompanhe os casos que ilustram essa tendência e como esses atletas podem ser as surpresas do próximo mundial.
Novatos Conquistam Espaço com Ancelotti
O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Essa oportunidade foi suficiente para convencer Ancelotti, demonstrando a importância de momentos pontuais para a avaliação do treinador.
Desses, apenas Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite. A renovação e a aposta em novos talentos são marcas do trabalho atual.
O lateral Douglas Santos, com sete partidas pelo Brasil, é outro exemplo. Ele estreou pela seleção principal em 2016, após ser campeão olímpico. Foram nove anos de espera até receber nova chance com Ancelotti e se firmar de vez no time em 2026.
Bremer e Ibáñez: Retorno e Consolidação
Os zagueiros Bremer e Ibáñez chegaram juntos à seleção brasileira em setembro de 2022, para amistosos sob comando de Tite. Bremer foi à Copa do Catar mesmo com apenas um jogo pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos contra França e Croácia.
Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibáñez. Essa recuperação de espaço mostra que o desempenho recente e a capacidade de adaptação são cruciais para a convocação, mesmo após períodos fora do radar.
Éderson: Uma Oportunidade Inesperada
O volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela, nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de ter sido observado pelo italiano. Sua última partida foi a derrota para a Argentina nas eliminatórias, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.
A convocação de Éderson, mesmo com pouca minutagem, reforça a ideia de que o treinador busca opções diversificadas e está aberto a apostar em jogadores que se destacam em seus clubes, mesmo que ainda não tenham tido muitas chances na seleção principal.
Um Cenário Histórico de Surpresas
Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam a essa estatística, e dois deles sequer haviam estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.
Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson e o lateral Zé Carlos. Este último estreou logo na semifinal da Copa.
Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva e Kleberson, ganharam o posto de titulares e foram importantes no título, provando que a experiência nem sempre é o fator determinante para o sucesso.


