Furto de patinetes expõe fragilidade do sistema e reforça as críticas sobre prioridades em Santo André
A recente instalação de patinetes elétricos em Santo André já é questionável mediante a falta de prioridade da prefeitura com as estruturas de transportes e locomoção. A cidade do ABC Paulista sofre com enchenstes e inundações, que causam prejuízos patrimoniais, acidentes e tornam insuportável o trânsito, em dias de chuva. Agora, enfrenta novos questionamentos referente à segurança, após o registro de furtos de unidades recém-disponibilizadas na cidade, conforme noticiado pelo portal Diário do Grande ABC.
O caso está sendo investigado pelas autoridades e evidencia problemas iniciais na operação do serviço. Porém, gera constrangimento à administração de Gilvan Junior (CIDADANIA), com potencial para virar meme nas redes sociais. Afinal, além de gastar com 300 unidades do equipamento, demonstrou a negligência com estudos e investimentos básicos em segurança dos mesmos. Levantamos esse questionamento em matéria neste portal.
A introdução do modal foi apresentada como alternativa de mobilidade urbana, mas especialistas apontam que o uso de patinetes exige infraestrutura adequada. Por exemplo, áreas específicas de circulação, sinalização e fiscalização. Estudos sobre o tema indicam que acidentes podem resultar em lesões graves, especialmente em cenários sem proteção adequada ou organização do espaço urbano. Imaginemos os cidadãos tentando usar um patinete elétrico nas avenidas desgastadas da cidade, e começa a chover, gerando os já conhecimento alagamentos?
Furtos escancara ausência de planejamento básico de Gilvan Jr
Diante desse contexto, a ocorrência de furtos reforça críticas sobre a falta de planejamento e de medidas de segurança no início da operação, pelo prefeito Gilvan Jr. A ausência de estrutura mínima para garantir controle e preservação dos equipamentos, assim como para seu uso e a circulação dos usuários, resulta em dúvidas sobre a eficácia do modelo adotado.
Outro ponto de questionamento é a prioridade dada ao projeto. Enquanto a cidade enfrenta desafios históricos relacionados ao transporte público, como qualidade do serviço, integração e infraestrutura viária, a introdução dos patinetes surge sem que problemas estruturais mais amplos tenham sido plenamente solucionados. Ou seja, ao invés de solução, o novo ‘meio de transporte’ é inserido em meio ao caos da mobilidade urbana na cidade. São mais pessoas se estressando no ‘trânsito’, mudando apenas o motivo.
Para críticos, a iniciativa pode representar uma inversão de prioridades, ao investir em soluções pontuais de mobilidade sem o devido fortalecimento da base do sistema de transportes urbanos e estruturas viárias.


