Criminalidade segue avançando enquanto governos insistem no discurso de ‘direitos dos criminosos’
A recente participação da Guarda Civil Municipal de São Caetano em um curso de “uso diferenciado da força” evidencia mais uma vez a distância entre a teoria institucional e a realidade enfrentada nas ruas. O treinamento enfatiza a “proporcionalidade e uso progressivo da força, com foco na preservação da vida”. A prática cotidiana mostra que o cenário da segurança pública no Brasil está muito além do que cursos de 40 horas sobre direitos dos criminosos podem resolver.
O país convive com índices elevados de roubos, furtos e assaltos, onde criminosos cada vez mais organizados e ousados não demonstram qualquer respeito — muito menos pelas forças de segurança. Enquanto isso, o agente público é constantemente limitado por protocolos, regras e receio de consequências legais, criando um desequilíbrio evidente entre quem combate o crime e quem o pratica.
A insistência em priorizar apenas técnicas “controladas” e instrumentos de menor potencial ofensivo pode até fazer sentido no papel, mas ignora o fato de que muitos criminosos atuam com violência extrema, armamento pesado e total desprezo pela vida. Nesse contexto, a capacitação, isoladamente, parece mais um gesto simbólico do que uma resposta efetiva ao avanço da criminalidade.
Sem uma política mais ampla, que envolva endurecimento contra o crime, valorização real das forças de segurança e respaldo jurídico aos agentes, iniciativas como essa tendem a ter impacto limitado. O resultado é uma sensação crescente de insegurança na população, que vê o Estado se preparar tecnicamente — enquanto o crime se fortalece na prática.


