Aumento de repasse do ICMS reforça caixa de Ribeirão Pires, após aumento da atividade econômica e arrecadação em São Paulo, em meio a cenáriocaótico no país, apesar de políticas insustentáveis do governo Lula
Ribeirão Pires registrou aumento de 10,4% nos repasses de ICMS no primeiro trimestre de 2026, acompanhando a tendência de alta observada em cidades do Grande ABC. O volume estimado para o período chegou a cerca de R$ 29,8 milhões, ampliando a capacidade financeira do município.
O crescimento dos repasses está diretamente ligado ao aumento da arrecadação do Estado de São Paulo, impulsionado pelo aquecimento da atividade econômica e maior circulação de mercadorias. Pela Constituição, 25% do ICMS arrecadado é destinado aos municípios, o que amplia automaticamente os valores transferidos.
Desempenho econômico paulista
Dados regionais indicam que os repasses ao Grande ABC cresceram cerca de 11,2% no período, refletindo um cenário de maior dinamismo econômico no estado. O avanço da arrecadação estadual tem sido apontado como fator central para o reforço fiscal das prefeituras paulistas.
Com maior volume de recursos, municípios como Ribeirão Pires ampliam sua capacidade de investimento em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Especialistas destacam, porém, que parte do cálculo considera dados de anos anteriores, o que pode suavizar variações recentes da economia.
Enquanto São Paulo apresenta melhora na arrecadação, o cenário nacional aponta perda de ritmo. Análises indicam que a economia brasileira deve crescer menos em 2026, com sinais de desaceleração da atividade e possível enfraquecimento do mercado de trabalho.
Diferença entre São Paulo e o restante do país
A combinação de maior arrecadação estadual e dinamismo econômico regional coloca São Paulo em trajetória distinta da média nacional. O contraste evidencia que, mesmo com um ambiente macroeconômico mais fraco no país, o estado mantém desempenho relativamente mais robusto.
Analistas e instituições têm apontado preocupações com a política fiscal do governo federal, citando riscos de desequilíbrio nas contas públicas e efeitos sobre a confiança e o crescimento econômico. Esse cenário é frequentemente associado à desaceleração observada nos indicadores nacionais.
A continuidade do aumento nos repasses de ICMS dependerá do ritmo da economia paulista e da manutenção da arrecadação estadual. Ao mesmo tempo, o desempenho nacional seguirá sendo um fator de risco, especialmente diante das incertezas fiscais e do crescimento mais lento previsto para o Brasil.


