Martinelli se mostra pronto para atuar em qualquer posição e exalta o desejo de Neymar em voltar a campo
O atacante Gabriel Martinelli admitiu, em entrevista coletiva, que prefere atuar pela ponta esquerda, sua posição de origem. No entanto, o jogador do Arsenal demonstrou grande comprometimento com a Seleção Brasileira ao afirmar que está à disposição do técnico Carlo Ancelotti para jogar na ponta direita, caso necessário, no próximo jogo contra a Escócia.
Essa versatilidade do jogador pode ser crucial, especialmente com a lesão de Raphinha, que o tirou do restante da Copa. Martinelli, que é destro, já atuou pelo lado direito no Arsenal e também com Ancelotti em amistosos anteriores, mostrando que não se intimida com a adaptação a novas funções em prol da equipe.
Além de suas próprias disposições, Martinelli comentou sobre o retorno de Neymar aos treinos, após tratar uma lesão. O atacante demonstrou empolgação com a energia do camisa 10 e garantiu que todos os jogadores estão dispostos a dar ainda mais de si para potencializar o desempenho da equipe, especialmente com a proximidade das fases decisivas da Copa.
Martinelli se oferece para jogar na direita e prega cautela contra a Escócia
“Primeiro, a gente fica triste pelo que aconteceu com o Rapha. Temos muitos jogadores de qualidade na frente. Eu, particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já fiz a ponta direita. Fiz também com o Ancelotti no amistoso contra a França. Estamos todos dando o melhor para estarmos preparados. A decisão é do mister”, declarou Martinelli. Ele completou com bom humor: “Se ele pedir para jogar de lateral-direito, eu faço.”
O atacante, que atua na Inglaterra, conhece bem alguns dos jogadores da Escócia e prega cautela. “A Escócia tem jogadores de qualidade na frente. Tem o McGinn, que a gente sempre enfrenta, do Aston Villa. O Robertson, do Liverpool. O Tierney, que é um dos melhores caras que conheci no futebol. Rápido e humilde. Espero que não jogue tão bem na quarta”, disse.
Vitória contra a Escócia garante liderança e permanência nos EUA
A busca pela vitória contra a Escócia não é apenas para garantir a classificação, mas também para assegurar a liderança do Grupo C. Essa posição pode trazer vantagens logísticas significativas para o restante do torneio. Se o Brasil terminar em primeiro lugar, a equipe permanecerá sediada em Nova Jersey durante toda a fase eliminatória.
Por outro lado, ficar em segundo lugar forçaria a Seleção a jogar os 16 avos de final no México. Caso avance para as oitavas, a equipe retornaria aos Estados Unidos, o que implicaria em uma mudança de logística e tornaria o time “itinerante” durante a Copa. “Queremos ir a Miami e ganhar, para classificarmos em primeiro e continuarmos aqui, com todas as facilidades que tem, é muito melhor”, resumiu Martinelli.
“Correríamos 20, 30% a mais para potencializar o Ney”, afirma Martinelli
Sobre a volta de Neymar aos treinos, Martinelli foi enfático ao demonstrar o espírito coletivo da equipe. “A gente correria 20, 30% a mais para potencializar o Ney ou o Vini, quem quer que seja. Se precisar defender em uma linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabe da capacidade que temos”, assegurou.
O atacante do Arsenal também elogiou a postura de Neymar desde que retornou aos gramados. “Ele está em um nível muito alto. A gente pode ver a qualidade dele no treinamento, que todo mundo já sabe. A intensidade, o jeito que ele voltou, a gente vê que está querendo muito. Ficamos felizes de ter um jogador como ele do nosso lado”, concluiu Martinelli.


