Projeto de trem entre Santo André e Embu avança como alternativa de mobilidade, mas custo elevado preocupa
O projeto de uma nova ligação ferroviária entre Santo André e Embu das Artes começa a ganhar forma como uma alternativa estratégica para melhorar a mobilidade na Região Metropolitana de São Paulo. A proposta integra um conjunto de estudos para criação de um “arco” de transporte sobre trilhos, conectando diferentes regiões sem a necessidade de passagem pela capital, o que pode reduzir o tempo de deslocamento e desafogar sistemas já sobrecarregados.
A futura linha, ainda em fase de estudos, surge com potencial para atender um grande volume de passageiros diariamente, reforçando sua importância dentro do planejamento metropolitano. A ideia é ampliar a integração entre cidades do ABC e outros polos urbanos, favorecendo tanto trabalhadores quanto estudantes que dependem do transporte público para trajetos intermunicipais.
Outro ponto relevante é que o projeto pode estimular o desenvolvimento urbano ao longo do trajeto, criando novas oportunidades econômicas e melhorando o acesso a serviços. A expansão da malha ferroviária é vista por especialistas como uma solução mais sustentável e eficiente em comparação ao transporte rodoviário, especialmente em regiões densamente povoadas.
No entanto, um dos principais desafios apontados é o alto custo de implantação. Estudos indicam que projetos ferroviários desse porte podem exigir investimentos bilionários, o que frequentemente leva à revisão de modelos — como a substituição de trem pesado por VLT em alguns trechos — justamente para reduzir despesas. No caso desta via, estima-se custo superior a R$34 bilhões.
Mesmo com esse obstáculo financeiro, o projeto segue como proposta dentro do planejamento de mobilidade de longo prazo, podendo representar uma mudança significativa na forma como a população se desloca entre cidades da região, caso avance para as próximas etapas.


