Seleção dos EUA reverencia Marta e foca na Copa Feminina de 2027 no Brasil
Mesmo ostentando um histórico de quatro títulos de Copa do Mundo e cinco medalhas de ouro olímpicas, a seleção feminina dos Estados Unidos, conhecida por ser a mais vitoriosa e temida do planeta, encontra no Brasil sua maior referência. A idolatria por Marta Vieira da Silva, amplamente considerada a maior jogadora de futebol de todos os tempos, transcende fronteiras e é um sentimento compartilhado pelas estrelas norte-americanas.
Em entrevista coletiva realizada no centro de treinamento do São Paulo, onde a equipe se prepara para dois amistosos contra a seleção brasileira, jogadoras como Rose Lavelle e Lindsay Heaps expressaram admiração pela Rainha Marta. A preparação para esses confrontos, que incluem partidas neste sábado (6) na Neo Química Arena e na próxima terça-feira (9) na Arena Castelão, em Fortaleza, também serve como um vislumbre do futuro do futebol feminino.
Conforme informações divulgadas, a força do futebol feminino brasileiro, personificada em Marta, inspira as adversárias. A equipe dos Estados Unidos, que nunca participou de uma Copa do Mundo Feminina desde sua criação em 1991, agora volta seus olhos para a edição de 2027, que será realizada no Brasil. Para garantir sua vaga, precisarão se classificar através do Campeonato da Concacaf, que elas mesmas sediarão no final deste ano.
Marta, uma lenda que inspira gerações
Rose Lavelle, meia da seleção dos EUA, descreveu a experiência de jogar contra Marta como algo surreal. “Marta é uma lenda! Honestamente, estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós se espelharam. Enfrentá-la é um desespero”, disse Lavelle com bom humor, destacando a admiração que a brasileira desperta.
Lindsay Heaps, capitã da equipe norte-americana, complementou o sentimento. “[Admiro] A maneira como ela encara o jogo, técnica e taticamente, mas também o quanto ela gosta de jogar. Sempre adorei ver jogadoras que têm esse encanto. Ela tem uma mentalidade vencedora e traz muita alegria aos torcedores”, pontuou Heaps, ressaltando a paixão e a garra de Marta.
Brasil: um adversário de respeito e futuro promissor
Apesar do histórico amplamente favorável aos Estados Unidos em confrontos diretos, com apenas quatro vitórias brasileiras em 43 jogos, o Brasil vem mostrando sua força. A técnica norte-americana, Emma Hayes, demonstrou grande respeito pela seleção brasileira e pelo trabalho do técnico Arthur Elias. “O Brasil é um time de classe mundial, com um grande técnico. Sou grande fã do trabalho dele”, afirmou Hayes.
Hayes elogiou a postura tática e a resiliência da equipe brasileira. “A equipe joga com muita responsabilidade e torna muito difícil você ter o controle do jogo. Não importa quem elas enfrentam, estão sempre em alto nível. E nunca desistem”, analisou a treinadora, reconhecendo a evolução da geração atual de jogadoras brasileiras.
Copa do Mundo de 2027 no Brasil: um futuro a ser construído
A possibilidade de disputar a Copa do Mundo de 2027 no Brasil anima a seleção dos Estados Unidos. Lindsay Heaps vê os amistosos atuais como uma oportunidade única de vivenciar a atmosfera que esperam encontrar no mundial. “Que experiência pode ser melhor do que estarmos aqui para enfrentar o Brasil, na casa delas e onde será a Copa do Mundo?”, questionou Heaps.
Emma Hayes também destacou o impacto que a Copa do Mundo pode gerar no Brasil e no futebol feminino como um todo. “O futebol feminino, hoje, é uma indústria multibilionária. Está se tornando um grande negócio. É o esporte que mais cresce no mundo. O investimento no esporte feminino é um investimento inteligente”, declarou Hayes, expressando o desejo de que o evento impulsione ainda mais o desenvolvimento da modalidade no país.
Histórico em solo brasileiro: vitórias marcantes do Brasil
Embora as estatísticas gerais favoreçam os EUA, o Brasil possui vitórias memoráveis em casa contra as norte-americanas. Em 2007, o Brasil conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro com uma goleada de 5 a 0 sobre os Estados Unidos no Maracanã. Mais recentemente, em 2014, um empate sem gols no Mané Garrincha garantiu o título do Torneio Internacional de Brasília para a seleção canarinho, que foi o último encontro entre as equipes em solo brasileiro até os amistosos atuais.


