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EUA Classifica Facções Brasileiras como Terroristas: Medida de Trump Gera Críticas e Temores de Interferência e Impactos Econômicos

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Última atualização: 06/05/2026 10:34
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4 min de leitura

EUA classifica facções brasileiras como terroristas, gerando alerta sobre soberania e economia

A decisão do governo Donald Trump, nos Estados Unidos, de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas entrou em vigor nesta sexta-feira (5), após o anúncio feito em 28 de maio. A medida levanta preocupações significativas sobre as futuras relações econômicas e geopolíticas entre os dois países, com o Brasil demonstrando forte oposição à iniciativa.

O governo brasileiro expressou veementemente sua crítica, considerando que a classificação abre brechas para a interferência dos EUA em assuntos internos sob o pretexto de combater o terrorismo. O Palácio do Planalto defende que o enfrentamento ao crime deve ser pautado pela cooperação internacional, com absoluto respeito à soberania dos Estados.

Conforme informações divulgadas, especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a ação americana visa, na verdade, limitar a soberania brasileira e pode servir como justificativa para intervenções estrangeiras diretas. Além disso, há o temor de que a medida prejudique a economia do país, afetando setores como turismo, investimentos, comércio exterior e o sistema financeiro nacional.

Contexto Internacional e Ações Anteriores dos EUA

A administração Trump tem adotado uma postura firme contra organizações criminosas em outros países, incluindo a designação de cartéis mexicanos e grupos da Venezuela, Equador e Colômbia como terroristas. Em março deste ano, os EUA formaram a coalizão “Escudo das Américas”, reunindo nações alinhadas ideologicamente a Washington.

O objetivo declarado da coalizão é combater o narcotráfico, mas analistas apontam que a iniciativa também busca afastar a influência econômica de potências como China e Rússia na região. A justificativa de combate ao narcotráfico já foi utilizada anteriormente para justificar a pressão sobre o México e o que o Brasil denuncia como interferência estrangeira, como no caso da Venezuela.

Ameaças Econômicas e Tarifárias Contra o Brasil

A medida de classificar facções como terroristas surge em um momento de tensões comerciais. Quatro dias após o anúncio inicial, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA publicou uma recomendação para taxar importações brasileiras em 25%, alegando práticas comerciais desleais. O documento criticou especificamente o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, por supostamente prejudicar empresas americanas como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay.

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No dia seguinte, o governo Trump anunciou a intenção de impor tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. A justificativa apresentada foi a falha no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. O Itamaraty contestou essas alegações, afirmando que servem como pretexto para medidas protecionistas unilaterais.

Respostas e Instrumentos de Defesa do Brasil

O governo brasileiro refuta as justificativas apresentadas pelos EUA, considerando-as um disfarce para o protecionismo comercial. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) ressalta que o Brasil possui instrumentos legais para responder a tais barreiras.

O país poderá recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra nações e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais no mercado global. Essa postura demonstra a intenção do Brasil de defender seus interesses econômicos e sua soberania frente às ações americanas.

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