Filho do ex-presidente mantém negociações eleitorais mesmo refugiado nos EUA
Em entrevista recente sobre o nome escolhido por Eduardo Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, o vice prefeito de São Paulo e comandante da Rota Mello Araújo declarou que foi preterido para a vaga por “não vender a alma”. A declaração confirma uma suspeita que gravita nos bastidores da direita, a de que o fator econômico foi determinante para a escolha de André do Prado.
“Sou o político que não rouba e não deixa roubar, que não faz amarras. Eu não vendo a minha alma para chegar em nenhum lugar. Como já sabem, comigo não existe negociação.”
O filho do ex-presidente permanece nos EUA, enquanto opositores pressionam por sua cassação e até prisão.
Momento delicado
A declaração surge em meio a questionamentos sobre os motivos que possam ter convencido Eduardo a indicar um nome do centrão sem qualquer identificação com a direita, a despeito do excesso de opções de aliados históricos, com identificação na base de direita e currículo de lealdade e bons serviços prestados.
Do Prado não possui qualquer identificação com a direita, nem histórico político ou social na base pró-Bolsonaro. Todavia, recebe a indicação em lugar de nomes fortes e alinhados, como de Guilherme Derrite, e os ex-ministros Ricardo Salles e Mário Frias.


