CGU Cria Rede Nacional de Integridade Pública para Ampliar Cooperação e Combater Irregularidades
A Controladoria-Geral da União (CGU) deu um passo importante nesta quarta-feira (20) ao lançar a Rede Nacional de Integridade Pública. O objetivo principal desta nova iniciativa é fortalecer a cooperação entre as diversas instituições do setor público brasileiro, promovendo um ambiente mais transparente e seguro.
Coordenada pela Secretaria de Integridade Pública (SIP) da CGU, a rede foi formalmente instituída pela Portaria Normativa CGU 262, de maio de 2026. Ela reunirá órgãos dos Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), além de entidades como Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e Defensorias Públicas, que operam em âmbito federal, estadual e municipal.
A criação desta rede representa um marco no Plano de Integridade e Combate à Corrupção (PICC) do governo federal. Conforme divulgado pela CGU, a expectativa é que o intercâmbio contínuo de experiências entre os participantes contribua significativamente para aumentar a efetividade das políticas de integridade e, consequentemente, reforçar a confiança da sociedade brasileira nas instituições públicas.
Como Funciona a Rede Nacional de Integridade Pública
A atuação da Rede se dará por meio de diversas frentes, incluindo a produção e disseminação de conhecimento sobre integridade pública. Além disso, haverá um forte foco na troca de experiências entre os órgãos, na capacitação de servidores e no compartilhamento de boas práticas. O desenvolvimento de estratégias integradas de integridade pública também é um pilar fundamental.
O objetivo é claro: promover a transparência em todas as esferas do serviço público e prevenir a ocorrência de irregularidades e atos de corrupção. Simone Gama de Andrade, diretora de Integridade Pública da SIP, destacou que a iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento de soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelo setor público.
Participação e Próximos Passos da Rede
A CGU abriu as portas para que diversos órgãos e entidades possam integrar a Rede Nacional de Integridade Pública. Além dos membros titulares, unidades setoriais de integridade de autarquias e fundações federais, órgãos responsáveis pela gestão da integridade em municípios e conselhos de fiscalização profissional poderão atuar como membros associados.
Na fase inicial de implementação, será formada uma comissão com a responsabilidade de elaborar a proposta do primeiro regimento interno. Esta comissão também conduzirá a convocação da Assembleia Geral e as eleições para o Conselho Diretivo. Instituições interessadas em compor esta comissão têm até o dia 30 de junho para manifestar seu interesse.
Como os Órgãos Podem se Integrar à Rede
Para se tornar um membro da Rede Nacional de Integridade Pública, os órgãos interessados deverão preencher um formulário eletrônico específico, disponível no sistema e-CGU. É necessário apresentar documentação que comprove as atribuições relacionadas à gestão da integridade e indicar um representante oficial para atuar em nome da instituição.
A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a promoção da ética e da transparência na administração pública. A expectativa é que a Rede se torne um espaço vital para o aprimoramento contínuo dos mecanismos de controle e prevenção, fortalecendo a integridade pública em todo o país.


