Papa Leão XIV pede o fim da “loucura da guerra” em momento crucial de negociações entre EUA e Irã
Em um apelo contundente neste sábado, o Papa Leão XIV exortou os líderes mundiais a encerrarem o que descreveu como a “loucura da guerra”. O pronunciamento ocorre em um momento delicado, com autoridades de ponta dos Estados Unidos e do Irã reunidas no Paquistão para discutir o fim de um conflito que já se estende por seis semanas.
A fala do pontífice, conhecido por sua cautela nas palavras, ganhou força ao condenar o uso da linguagem religiosa para legitimar a guerra. Ele destacou a crescente imprevisibilidade da “ilusão de onipotência que cerca o mundo”, em um discurso proferido durante uma vigília especial de oração na Basílica de São Pedro.
O Papa Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano, fez um apelo direto aos chefes de estado: “Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento”. As declarações foram divulgadas conforme informação da fonte contida no conteúdo fornecido.
Críticas ao uso da fé para justificar a guerra
Com linguagem vigorosa, o Papa condenou o conflito, citando cartas de crianças em zonas de guerra que descreviam “horror e desumanidade”. Ele também fez referência à oposição da Igreja à invasão do Iraque em 2003, liderada pelos EUA, relembrando um apelo do falecido Papa João Paulo II.
“Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!”, bradou o Papa, reiterando sua posição contra a instrumentalização da fé para fins bélicos. Ele já havia declarado em 30 de março que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras com as “mãos cheias de sangue”.
Desequilíbrio global e o nome de Deus na guerra
Leão XIV lamentou que “o equilíbrio dentro da família humana foi severamente desestabilizado”. Ele expressou profunda preocupação com o fato de que “até mesmo o santo Nome de Deus, o Deus da vida, está sendo arrastado para discursos de morte”, em uma crítica direta ao uso de retórica religiosa para justificar ações militares.
Comentaristas católicos conservadores interpretaram declarações anteriores do Papa como direcionadas ao Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que teria invocado a linguagem cristã para justificar os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Este serviço especial de oração foi anunciado pelo Papa no último domingo, durante a mensagem de Páscoa.
Negociações EUA-Irã ganham destaque em meio a apelos pela paz
A coincidência entre o apelo do Papa pela paz e as negociações em andamento entre EUA e Irã no Paquistão ressalta a urgência de uma resolução para o conflito. A expectativa é que o diálogo possa levar a um cessar-fogo e à construção de caminhos para a estabilidade regional.
A comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos dessas conversas, na esperança de que a diplomacia prevaleça sobre a violência. O Papa Leão XIV, com sua voz moral influente, reforça o chamado global por um fim definitivo às hostilidades.


