Governo pressiona por fim da escala 6 por 1 e Boulos afirma que medida é “para agora”
O governo federal considera o fim da escala de trabalho 6 por 1 uma pauta de **extrema urgência**, classificando-a como “para agora”. A avaliação é do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que acusa parlamentares bolsonaristas de tentarem “empurrar com a barriga” a votação.
Boulos declarou que a estratégia da oposição é justamente adiar o debate para depois do período eleitoral, o que o governo busca impedir com a urgência constitucional solicitada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta agora tem prazos apertados para tramitar no Congresso Nacional.
Com o pedido de urgência constitucional, a proposta tem um prazo de até 45 dias para ser votada na Câmara dos Deputados e mais 45 dias para tramitar no Senado. O objetivo é garantir que a medida seja votada e aprovada, concedendo aos trabalhadores brasileiros o direito a pelo menos dois dias de descanso semanal.
Fim da escala 6 por 1: Uma pauta essencial para o trabalhador brasileiro
O ministro Guilherme Boulos ressaltou que o fim da escala 6 por 1 é uma demanda básica para garantir qualidade de vida aos trabalhadores. “Ninguém está pedindo demais. Está pedindo ter tempo para viver”, afirmou Boulos. Ele destacou a importância de ter tempo para a família, lazer e qualificação profissional.
Boulos enfatizou que essa é uma **”pauta do Brasil”**, encampada pelo presidente Lula. A inclusão do regime de urgência no Congresso demonstra o compromisso do governo em agilizar a aprovação da medida, impedindo que ela seja diluída ou esquecida no decorrer do ano legislativo.
Oposição tenta adiar votação com transição longa e Boulos reage
O ministro criticou veementemente a articulação da oposição para criar uma transição de cinco anos para a implementação do fim da escala 6 por 1. “Demorar cinco anos para reduzir a jornada uma hora por ano não dá. Nós não concordamos com isso. Achamos que o fim da escala 6 por 1 é para agora”, declarou Boulos.
Ele citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicam que o impacto econômico da redução da escala de trabalho **não seria negativo**. Segundo o Ipea, a economia brasileira tem capacidade de absorver a mudança, desmistificando o argumento de que a medida prejudicaria o setor produtivo.
Trabalhador descansado produz mais, afirma ministro
Boulos argumentou que um trabalhador descansado **trabalha melhor e rende mais**. Ele explicou que a escala 6 por 1, ao submeter os profissionais a um cansaço excessivo, acaba prejudicando o desempenho e a produtividade. A garantia de descanso adequado é vista como um fator chave para o aumento da eficiência.
A proposta de fim da escala 6 por 1 visa assegurar que todos os trabalhadores brasileiros tenham o direito a um descanso mais digno, permitindo maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. O governo busca, com essa medida, promover um avanço significativo nos direitos trabalhistas do país.


