Alckmin espera “boa química” e diálogo em encontro entre Lula e Trump, priorizando investimentos e parcerias estratégicas
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, expressou otimismo em relação ao próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para esta semana em Washington. Alckmin destacou a expectativa por um diálogo produtivo e pelo fortalecimento da “boa química” entre os líderes, visando benefícios mútuos para Brasil e Estados Unidos.
Segundo o vice-presidente, a reunião é de **extrema importância** para o Brasil, considerando o papel dos Estados Unidos como o principal investidor no país e o terceiro maior parceiro comercial, atrás apenas da China e da União Europeia. Alckmin ressaltou que a relação comercial bilateral já é positiva, sem déficit para os EUA, e que a expectativa é superar barreiras tarifárias e não tarifárias.
As declarações foram feitas em São Paulo, onde Alckmin também comentou sobre o programa Desenrola, anunciado pelo presidente Lula, e a importância de acordos comerciais, como o entre Mercosul e União Europeia. A expectativa é que a conversa entre Lula e Trump aborde temas como big techs e minerais estratégicos, abrindo caminho para novas oportunidades de investimento recíproco.
Relação Brasil-EUA: um encontro estratégico para investimentos
Geraldo Alckmin enfatizou que a reunião entre Lula e Trump é **crucial para a economia brasileira**. Os Estados Unidos representam o **principal investidor no Brasil**, com quase 4 mil empresas americanas operando no país. Essa parceria, segundo Alckmin, vive um novo momento, superando desentendimentos tarifários passados e focando no fortalecimento da colaboração.
O vice-presidente mencionou que o presidente Lula tem como orientação **fortalecer a relação bilateral**, buscando um cenário de “ganha-ganha”. A eliminação de barreiras não tarifárias e a exploração de novas áreas de cooperação são pontos-chave para o futuro. A presença de um grande número de empresas americanas no Brasil demonstra a robustez dessa relação.
Temas em pauta: tecnologia, minerais e oportunidades recíprocas
Alckmin indicou que o encontro entre os líderes abordará temas de **grande relevância estratégica**, como o setor de big techs e a exploração de terras raras e minerais estratégicos. Há um potencial significativo para negociações e acordos nessas áreas, que podem impulsionar o desenvolvimento tecnológico e econômico de ambos os países.
O vice-presidente citou o programa **Redata**, voltado para atrair data centers, como um exemplo das oportunidades de **investimentos recíprocos** que podem surgir. A expectativa é que a “boa química” entre Lula e Trump se traduza em ações concretas que beneficiem as economias brasileira e americana, fortalecendo ainda mais as democracias ocidentais.
Desenrola e acordos internacionais: outros temas em destaque
Em outro momento, Alckmin comentou sobre o **programa Desenrola**, lançado por Lula para renegociação de dívidas de famílias com até cinco salários mínimos. Ele destacou que o programa pode oferecer descontos de até 90% e juros mais baixos, beneficiando também pequenas empresas.
O vice-presidente também ressaltou a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia, durante sua visita à Câmara de Comércio Sueco-Brasileira. Segundo a pesquisa Business Climate Survey 2026, **63% das empresas suecas** com atuação no Brasil esperam aumentar o abastecimento da Europa com base neste acordo, e 49% preveem expandir exportações para o continente. Além disso, 73% das empresas suecas relataram ter tido lucro no Brasil em 2025, e 46% planejam aumentar seus investimentos no país nos próximos doze meses.


