Ex-presidente Bolsonaro tem alta hospitalar em Brasília após cirurgia no ombro direito
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na tarde desta segunda-feira, 4 de março, após ser submetido a uma cirurgia no ombro direito. O procedimento visava tratar uma lesão no manguito rotador, conforme informado pelo hospital DF Star, em Brasília, onde ele estava internado desde a última sexta-feira, 1º de março.
A cirurgia, descrita como um reparo artroscópico, ocorreu sem complicações e o quadro clínico do ex-presidente apresentou boa evolução. A intervenção foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Bolsonaro, de 71 anos, encontra-se em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, determinada por Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu após uma internação anterior do ex-presidente devido a uma pneumonia bacteriana. Vale lembrar que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, por seu envolvimento na trama golpista.
Detalhes da cirurgia e equipe médica
O reparo artroscópico do manguito rotador foi realizado para corrigir lesões previamente diagnosticadas por exames e constatadas em relatório fisioterápico. A equipe médica responsável pela cirurgia e acompanhamento incluiu cinco profissionais, conforme nota divulgada pelo hospital. Entre eles, destacam-se o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago e o cirurgião geral Claudio Birolini.
A nota do hospital também foi assinada pelo cardiologista Leandro Echenique, pelo cardiologista Brasil Caiado e pelo diretor-geral Alisson Borges, indicando um acompanhamento multidisciplinar do caso. A alta hospitalar reforça a boa recuperação do ex-presidente após o procedimento cirúrgico.
Prisão domiciliar e contexto legal
A internação para a cirurgia ocorreu enquanto Jair Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar humanitária. Esta medida restritiva foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, em março, após o ex-presidente necessitar de internação hospitalar para tratar uma pneumonia bacteriana. A decisão permitiu que ele cumprisse o restante de sua pena em casa, com monitoramento.
A condenação de Bolsonaro, que totaliza 27 anos e 3 meses de reclusão, é referente ao seu papel de liderança em uma trama golpista. A sentença foi proferida pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025, e a prisão domiciliar humanitária representa uma flexibilização das condições de cumprimento da pena, considerando seu estado de saúde.


