Governo de SP deposita R$ 1 bilhão em bônus para educadores; veja detalhes
O Governo de São Paulo realizou nesta quinta-feira (30) o depósito de quase R$ 1 bilhão em bônus para 188 mil profissionais da rede estadual de ensino. Este valor, o maior registrado nos últimos 10 anos, é um reconhecimento ao trabalho árduo de professores, gestores e equipes escolares na elevação da qualidade do aprendizado dos estudantes paulistas.
A iniciativa faz parte da política de valorização dos profissionais da educação promovida pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). A bonificação está diretamente ligada aos resultados obtidos no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Na edição de 2025, as escolas estaduais alcançaram a melhor média histórica em matemática para o Ensino Fundamental, com progressos em todas as séries.
Conforme informação divulgada pela Seduc-SP, são bonificados servidores que atingiram metas individuais e/ou de suas unidades de ensino. Ao todo, 3.760 escolas alcançaram a marca considerada ‘ouro’. O valor médio do pagamento por profissional nesta rodada foi de R$ 5.066,89, demonstrando um avanço significativo em relação ao ano anterior, com um aumento de 18% no número de profissionais contemplados.
Metas alcançadas e segundo bônus em vista
O secretário da Educação, Renato Feder, destacou que o montante de R$ 1 bilhão em bônus é fruto do esforço contínuo e da dedicação dos profissionais. Ele ressaltou que, além de matemática, houve melhora nas notas de todas as disciplinas em comparação com a prova de 2024, o que impulsionou tanto o valor total da bonificação quanto o número de servidores beneficiados.
Neste ano, a bonificação também considerará os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025. Professores de língua portuguesa e matemática do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, e da 3ª série do Ensino Médio, além das equipes gestoras, que cumprirem as metas estabelecidas pela Seduc-SP, poderão receber um segundo bônus. As médias do Saeb, que serão divulgadas pelo Inep em agosto, preveem o depósito deste segundo pagamento em setembro.
Estratégias inovadoras impulsionam resultados
Diversas escolas implementaram estratégias eficazes para alcançar ou manter suas metas. Na E.E. Visconde de São Leopoldo, em Santos, o sucesso foi atribuído ao alinhamento da equipe, formação continuada de professores e análise criteriosa de dados. A diretora Analdina Martes dos Santos explicou que o foco na capacitação docente e na análise de avaliações bimestrais, como a Prova Paulista, permitiu ajustes pedagógicos constantes.
A escola também direcionou esforços para as avaliações do Saresp e Saeb, organizando aulas de estudo, tutoria e disciplinas eletivas focadas em recomposição e aprofundamento das matérias. A unidade superou a meta prevista de 5.2 pontos, alcançando 6.7 na edição de 2025 do Saresp.
Na E.E. Professor Amador dos Santos Fernandes, na zona leste de São Paulo, a matemática foi abordada de forma criativa para engajar os alunos. A escola criou uma moeda própria, o ‘Amadolar’, como recompensa por atividades e bom desempenho. O agrupamento de turmas por nível de proficiência também contribuiu para a melhoria. A diretora Márcia Marcusso enfatizou o espírito de ‘união’ e o trabalho em equipe como fundamentais para que a escola atingisse 7.2 pontos, superando a meta de 5.2.
Acompanhamento individualizado e acolhimento como diferenciais
Em São Carlos, a E.E. Professor José Juliano Neto, com cerca de 650 alunos, focou no acompanhamento individualizado e em pequenos grupos para alunos com maiores dificuldades, especialmente em horários de tutoria e disciplinas eletivas. A diretora Regina Corsi relatou que o apoio dos próprios professores e de alunos monitores foi crucial para a escola atingir 4.4 pontos, superando a meta de 4.1. Além disso, 37 alunos da unidade foram aprovados em vestibulares.
Já em Campinas, a E.E. Professora Consuelo Freire Brandão manteve a alta meta de 8.4 pontos com uma tática que vai além da sala de aula: o acolhimento diário dos 272 alunos. A diretora Vandete Ribeiro destacou a importância de conhecer cada estudante e contar com o apoio dos pais e responsáveis como principal incentivo para o sucesso da escola.
O cálculo do bônus leva em consideração as notas dos estudantes em todas as séries e disciplinas avaliadas no Saresp, além das metas estabelecidas para cada escola. Fatores como a evolução na aprendizagem, a frequência dos alunos e a participação nas avaliações são computados. As metas por unidade de ensino definem o valor para docentes de anos iniciais, disciplinas não avaliadas pelo Saresp, gestores e quadro de apoio. Para professores de disciplinas avaliadas, a apuração é proporcional à carga horária e à atuação em diferentes escolas ou disciplinas.


