Fracasso nas negociações entre EUA e Irã eleva tensão: Estreito de Ormuz sob ameaça de bloqueio naval americano
As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã terminaram sem um acordo, gerando um aumento significativo nas tensões. O vice-presidente americano, JD Vance, declarou que o Irã optou por não aceitar os termos propostos pelos EUA, focados em impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte de Teerã.
Vance enfatizou a necessidade de um compromisso claro do Irã em não buscar a criação de uma arma nuclear. Ele afirmou que este é o objetivo central do presidente dos EUA e o motivo pelo qual as negociações foram realizadas. A declaração foi feita à imprensa antes do retorno da delegação americana a Washington.
O Irã, por sua vez, defende seu direito de manter um programa nuclear com fins pacíficos e acusa os EUA de usarem essa questão como pretexto para uma mudança de regime. Teerã sempre negou ter a intenção de desenvolver armas atômicas. As informações foram divulgadas conforme fontes do conteúdo original da matéria.
Irã expressa desconfiança e alega falta de conquistas na negociação
Mohammad-Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento iraniano e líder da delegação do Irã, ressaltou a boa vontade de seu país em negociar. No entanto, ele apontou que as experiências de agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o Irã geraram uma profunda desconfiança na delegação iraniana. Ghalibaf comentou em uma rede social que, apesar de terem apresentado iniciativas promissoras, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança iraniana nesta rodada de negociações.
Ele acrescentou que o Irã não cessará seus esforços para consolidar suas conquistas em 40 dias de defesa nacional. A liderança iraniana também informou que as divergências persistiram, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz e a questões regionais, conforme relatado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, à agência iraniana Irna.
Trump ordena bloqueio naval no Estreito de Ormuz
Diante do impasse nas negociações e da recusa do Irã em abandonar suas ambições nucleares, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou medidas drásticas. Ele instruiu a Marinha americana a impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global de petróleo, por onde transita cerca de 20% das cargas de óleo mundiais.
Trump afirmou que a Marinha buscará e interceptará todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Segundo ele, ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Além disso, os EUA começarão a destruir minas que o Irã teria colocado no estreito. O Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã anteriormente em resposta a agressões sofridas dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro.
Novo líder do Irã sinaliza mudanças nas regras de passagem pelo Estreito de Ormuz
O novo líder Supremo do Irã, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, indicou que a gestão do Estreito de Ormuz passará por novas regras de passagem. Ele sinalizou que o estreito não deve retornar ao status anterior à guerra. A questão do Estreito de Ormuz, o programa nuclear, indenizações de guerra, o levantamento de sanções e o fim da guerra na região foram pontos discutidos no encontro, mas as divergências, como informado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, impediram um consenso.
Baqaei comentou que era natural que tais questões complexas não pudessem ser resolvidas em aproximadamente 24 horas de negociações. A tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o transporte de petróleo, aumenta o risco de uma escalada do conflito na região, com consequências econômicas globais significativas.


