Irã envia resposta sobre proposta de paz dos EUA, com foco no fim da guerra e segurança no Estreito de Ormuz, mas Trump declara “inaceitável”.
O Irã anunciou neste domingo (10) o envio de sua resposta a uma proposta dos Estados Unidos para iniciar negociações de paz, visando o fim do conflito. As informações foram divulgadas pela mídia estatal iraniana e reportadas pela agência Reuters.
A comunicação de Teerã concentra-se na necessidade de um fim para a guerra em todas as frentes, com atenção especial ao Líbano, e na garantia da segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz. No entanto, a resposta não detalha como ou quando a passagem pelo estreito poderia ser reaberta.
Esta resposta iraniana é uma réplica a uma proposta americana que visava um cessar-fogo antes de iniciar discussões sobre temas mais complexos, como o programa nuclear do Irã. O Paquistão, atuando como mediador nas negociações sobre a guerra, foi o responsável por encaminhar a resposta de Teerã para Washington.
Trump reage com veemência à resposta iraniana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente sua insatisfação com a resposta do Irã através de sua rede social, Truth Social. Ele declarou que a proposta é “totalmente inaceitável”, demonstrando um forte desagrado com o conteúdo recebido.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Agradeço a sua atenção a este assunto”, publicou Trump, deixando clara a posição americana.
Cessar-fogo e a ameaça persistente no Golfo Pérsico
Apesar de um cessar-fogo de um mês e de um período de relativa calma após confrontos esporádicos na semana passada, a região do Golfo Pérsico continua sob ameaça. Drones hostis foram detectados sobre vários países da área neste domingo, evidenciando a instabilidade persistente.
Apesar do cenário de bloqueio, duas embarcações foram autorizadas a transitar pelo Estreito de Ormuz. Uma delas, um navio graneleiro com bandeira do Panamá que tinha o Brasil como destino, havia tentado cruzar o estreito anteriormente, em 4 de maio.
A embarcação conseguiu passar utilizando uma rota designada pelas Forças Armadas do Irã, conforme informado pela agência de notícias Tasnim. A situação destaca a complexidade e as tensões contínuas na região estratégica.


